16:52 do dia 18 de setembro de 2010. Sábado chuvoso. Tempo muito bom. E, dessa vez, essa chuva e o tempo frio não estão me fazendo lembrar de nada.
O dia ontem foi muito estranho. Há tempos não sentia a tristeza que me pegou ontem. Fiquei muito triste o dia todo, queria chorar muito, me fechar num canto e ficar sozinha. Engraçado é que não era por causa dele. Ou era, não sei. Não consegui entender o que eu sentia, a não ser reconhecer a tristeza. Eu queria, de algum modo, estar no lugar dela, dessa menina que nem o nome eu sei. A essa hora, 16:55, ele já deve te-la apresentado à família e essa ideia me causou estranheza ontem. Hoje... eu já não sei. Eu imaginei muitas vezes essa situação, nós 4 num restaurante qualquer e os pais dele surpresos pelo fato de ser eu a namorada do filho problemático. Acho que eles me amam de verdade e será que em algum momento eu vou querer fazer parte de uma família tanto quanto eu quis fazer parte da família dele? O meu sentimento de "posse" ia além de querer estar com ele, eu queria os pais dele também. São pessoas maravilhosas! A mãe é um doce, adora conversar, é do tipo que se importa muito com as pessoas, me trata muito bem e o pai é um coroa que curte um rock e adora me mostrar os vídeos que ele pega no youtube. Gosto demais de ouvir as histórias deles, de como se conheceram e tal... E, às 16:58 desse sábado chuvoso, estão todos em Teresópolis, cidade onde o rapaz mora e, talvez, a garota também. Não sei de muita coisa. A irmã dele me informou o mínimo.
Não estou triste. Na verdade, estou tranquila, coração tranquilo, isso é importante, não é?
Acho que é o momento de recomeçar mesmo. Se Deus fala, como eu acredito que faz, então a palavra de ordem é recomeço. Não ter medo de voltar ao início, de me sentir sozinha, sabendo que ele, o cara, já não me ligará mais e não subirei mais a serra por causa dele. É uma coisa muito boa. O ciclo maldito acabou. Sim, maldito. Em nada fui beneficiada. Nada.
Eu to tentando entender o que eu sinto. Não é mais amor, se é que um dia foi, não é ódio e acho que também não é indiferença. Não pensar nele, depois de saber que ele está namorando, foi natural. Não doeu, não me forcei a não pensar, apenas não penso.
Nossa!!! Quase chorei lendo seu texto!!! È muito estranho não pertencermos mais a um determinado "lugar". E de repente temos que resignificar nossa vida!!! Acho que às vezes deixamos de ser dois para sermos apenas um, então quando deixamos de pertencer a essa unidade ficamos perdidas. Por isso é um momento mesmo de renascimento!!!
ResponderExcluirAchei seu texto excelente mesmo!!! Cheguei a me ver subindo a serra. Um grande abraço